Nos dias de hoje, quando inovações tecnológicas ocorrem constantemente, a preocupação com o meio ambiente torna-se indispensável para que o produto destinado à venda venha a ser consumido de forma consciente.
Cada vez mais, não somente empresas, mas também as pessoas em si, estão se dando conta de que à medida que o consumo aumenta, consequentemente a quantidade de lixo produzido também acaba se elevando. A cada dia que passa, mais lixo é produzido, fazendo, assim, com que este se torne uma problemática não só local, mas também mundial.
O Brasil perde cerca de R$ 8 bilhões por ano por deixar de reciclar os resíduos que são destinados indevidamente aos aterros e lixões das cidades. Este foi o valor estimado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), por encomenda do Ministério do Meio Ambiente.
A coleta seletiva encontra-se como peça-chave para que o processo de reciclagem evolua e ocorra de maneira ideal, já que uma vez separado o lixo, cooperativas, ou até mesmo o próprio município, realizam de forma correta e eficaz a destinação do material. Assim sendo, o resíduo tende a ser reaproveitado, aumentando de maneira significativa a vida útil dos aterros existentes.
Segundo o Compromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre), o volume de material reciclado passou de cinco milhões de toneladas, em 2003, para 7,1 milhões de toneladas, em 2008, o que corresponde a 13% dos resíduos gerados nas cidades. Se considerada apenas a fração seca (plástico, vidro, metais, papel e borracha), o índice de reaproveitamento subiu de 17%, em 2004, para 25%, em 2008. O retorno financeiro é visível: o setor já movimenta R$ 12 bilhões por ano.
Entre 2000 e 2008 houve um aumento de 120% no número de municípios com coleta seletiva, chegando a 994, sendo em sua maioria localizados nas regiões Sul e Sudeste do país. O número, embora importante, ainda não ultrapassa 18% ds cidades brasileiras.
Desta forma, basta que cada um de nós faça a sua parte, evitando, assim, que locais que poderiam ser utilizados para construções de áreas de lazer passem a ser destinados a imensos depósitos de lixo.
Para que as melhorias nessa área ocorram, a política dos 3Rs deve ser difundida e levada em consideração para que inicialmente as pessoas foquem a redução da quantidade de resíduos gerada, seguindo com a reutilização do material e, posteriormente, destinando à coleta seletiva de cada município.
Cabe ressaltar que é de extrema valia que repensemos os nossos hábitos de consumo, procurando, assim, optar por produtos ambientalmente corretos, contribuindo com um ecossistema mais saudável.
Entenda a diferença de lixão e aterro
Lixão: os resíduos coletados são depositados diretamente sobre o solo, sem nenhuma preparação prévia, havendo contaminação do lençol freático, maior poluição através dos gazes e consequente proliferação de doenças.
Aterro Sanitário: depositação de lixo é realizada de maneira adequada por meio de utilização de materiais impermeabilizantes. O tratamento dos gases gerados é controlado, e o chorume produzido é depositado em locais específicos para posterior manejo. Diariamente, uma camada de terra é despejada sobre o material, evitando a proliferação de animais e de doenças.
Entenda a diferença de lixão e aterro
Lixão: os resíduos coletados são depositados diretamente sobre o solo, sem nenhuma preparação prévia, havendo contaminação do lençol freático, maior poluição através dos gazes e consequente proliferação de doenças.
Aterro Sanitário: depositação de lixo é realizada de maneira adequada por meio de utilização de materiais impermeabilizantes. O tratamento dos gases gerados é controlado, e o chorume produzido é depositado em locais específicos para posterior manejo. Diariamente, uma camada de terra é despejada sobre o material, evitando a proliferação de animais e de doenças.
Autores: professores da Univates
Franciele Dietrich e Keli Hepp
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